Coaching é um conjunto de estratégias bem fundamentadas que nos levam do ponto "A" ao ponto "B". O problema não e chegar ao ponto "B" é como chegar, a estratégia e o caminho. O coaching é atingir os objectivos tornando uma pessoa mais feliz.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Inside Man - "O Infiltrado"
“Inside Man” começa ao som de ''Chaiyya Chaiyya Bollywood Joint'' de Sukhwinder Singh, Sapna Awasthi e Panjabi MC. Uma carrinha de pintura move-se nas ruas de Nova Iorque e estaciona em frente do Manhattan Trust Bank em Wall Street. Dela saem quatro pessoas vestidas de pintores, de óculos escuros e fatos de macaco. Assim que entram no banco, tomam conta do balcão controlando rapidamente empregados e clientes e instigando o medo entre os reféns.
Os dois detectives encarregues de proceder às negociações, Keith Frazier (Denzel Washington) e Bill Mitchell (Chiwetel Ejiofor), pensam poder resolver a situação com alguma facilidade, mas, depois de avaliar a situação com o capitão John Darius (Willem Dafoe), dão-se conta de que estão perante alguém que sabe o que está a fazer. E este não é um assalto normal. Aliás, os ladrões, liderados por Dalton Russell (Clive Owen) parecem estar muito pouco interessados no dinheiro existente nos cofres do banco. Entretanto, o presidente do banco (Christopher Plummer) contrata os serviços de Madeleine White (Jodie Foster), uma mulher que move influências e favores de altos membros do governo com a maior das discrições. E parece que este banqueiro tem algo a esconder.
Pela primeira vez, Spike Lee filma um argumento que não é seu, mas do estreante Russell Gewirtz, e depois do medíocre “She Hate Me” (2004), sabe bem vê-lo de novo na boa forma de “25th Hour” (2002).
Apesar de “Inside Man” fugir aos habituais manifestos de Lee, tem subjacente uma raiva socio-política que se reflecte na urbana confusão de identidades (entre Albaneses e Arménios, entre Sikhs e Arabs).
Com um elenco de excepção (Que bom ver Jodie Foster como uma arrogante manipuladora! E que pena Clive Owen estar a maior parte do tempo tapado!) e a belíssima fotografia de Matthew Libatique, “Inside Man” é um filme deliciosamente enganador, inteligente, dramático e credível. A acção do roubo é intercalada com flash-forwards dos interrogatórios feitos aos reféns já depois destes terem sido libertados pelos ladrões. Estas pessoas (como representantes de uma sociedade) passam da ameaça dos criminosos à pressão da polícia que suspeita do seu envolvimento no assalto, permanecendo num estado de permanente medo e defesa.
O bem construído argumento revela-se no jogo psicológico que se produz entre as personagens de Washington e Owen. E o bom ritmo deste filme de polícias e ladrões mantém o suspense até à última cena. No final desenha-se um estranho círculo de retorcida justiça, mas a dúvida permanece sobre quem é o verdadeiro infiltrado desta história.
Mudança Social e Desporto
O desporto, desde há muito tempo, tem vindo a transformar-se a uma velocidade vertiginosa. Podemos bem dizer que, no quadro da sociedade atual, as transformações se processam, em muitas situações, a uma velocidade maior do que a nossa capacidade de análise. Em conformidade, é necessário um esforço complementar para compreender os processos que determinam a mudança social, se quisermos compreender aquilo que tem vindo a acontecer ao desporto.
No desporto é fundamental conhecer aquilo que existe, muito mais importante ainda é compreender aquilo que está a mudar. Só se pode gerir o desporto se compreender aquilo que está a mudar. Hoje gerem-se processos de mudanças social e organizacional. Portanto, compreender a ideia e os processos de mudança é fundamental para se compreender o desporto e a sua situação, não só no momento atual como também no futuro.
As diversas perspectivas que têm vindo a abordar a mudança social, podem ser agregadas, em nossa opinião, em três grandes categorias fundamentais.
A primeira integra os quadros teóricos que são ênfase às características gerais que a mudança social pode assumir. A segunda. agrega a forma que a mudança social pode assumir. A terceira, equaciona os conteúdos da mudança social.
Imre Lakatos, filósofo das ciências dizia que cada processo de mudança ou de desenvolvimento, tem um programa específico que configura o padrão de transformação e atribui-lhe determinadas características.
Robert Nisbet, caracterizava a mudança social a partir da própria história. Para ele não pode haver reflexão, teoria ou investigação sobre a mudança social que se distinga da própria história.
Alvin Toffler na obra "A Terceira Vaga" apresenta aquilo que domina de "código oculto da civilização industrial". Segundo o autor, a sociedade industrial, a da "segunda vaga" pode ser caracterizada por um conjunto de seis princípios (características) que percorrem todas as suas atividades, do sexo ao desporto incluindo a própria guerra. São eles: Concentração; Centralização; Especialização; Estandardização; Maximização; Sincronização.
Num segundo grupo podemos agregar as perspectivas que tratam a mudança social a partir da forma. Por exemplo: Segundo Thomas Kuhn, a mudança obedece, em geral, a um processo que se desencadeia em três fases: Ciência normal-revolução-nova ciência normal. Nesta perspectiva trifásica, existe uma interpretação descontínua e conflitual do desenvolvimento.
Charles Handy, desenvolve, para explicar as questões relativas à forma da mudança, A " Teoria da Curva de Sigmóide"que, como se sabe é uma curva em forma de (S). Representa a "história da vida". A metáfora da vida. Nascemos, crescemos, desenvolvemo-nos, entramos em declínio e, finalmente, morremos.
O que se passa com as pessoas, passa-se também, com as ideias e as organizações, e até com os próprios impérios e civilizações.
Alvin Toffler vê a história como uma "sucessão de vagas". Há cerca de dez mil anos iniciou-se a revolução agrícola, quer dizer, a primeira vaga de mudança. Há cerca de duzentos e cinquenta anos começou a desencandear-se a 2ª vaga, que o autor denomina de revolução industrial. Em alguns países e regiões do Mundo estão a entrar na 3ª vaga, denominada de revolução pós industrial.
A mudança social tem sido, ainda, estudada por autores que procuram ver na sociedade determinadas realidades em mudança. Procuram encontrar conteúdos da mudança.
Podemos encontrar sintonia nos seguintes aspectos que organizam os conteúdos da mudança: Demografia; Informação; Globalização; Tecnologia; Organização Social; Ambiente; Estratégia; Descentralização; Trabalho; Formação.
Vivemos num mundo e num desporto em permanentes transformações. Num sistema em que só a mudança é imutável. É conveniente encontrar quadros de análise e de referência que facilitem a compreensão daquilo que está a acontecer. O desenho do desporto do futuro tem de ser encontrado tendo em atenção as características, a forma e a substância dos conteúdos da própria mudança social. A não ser assim, o desnorte será completo.
Subscrever:
Comentários (Atom)